Amarração Amorosa – Os Perigos do “Trago seu Amor de Volta”
Amarração Amorosa é Perigosa? Os Riscos Reais do “Trago seu Amor de Volta
Você já se pegou pensando em contratar um trabalho para “trazer seu amor de volta”? Se sim, saiba: você não está sozinha.
Todos os dias, mulheres e homens em situação de dor procuram nesses serviços a força misteriosa do universo para recuperar um relacionamento. É exatamente por isso que este artigo existe.
Este é a Parte 1 de 3 da série especial em que vamos levantar o véu do mistério e da superstição e falar abertamente sobre o tema — com o intuito de educar e alertar, não de julgar.
Navegue pela série (se você chegou por aqui clicando em um anúncio, leia em ordem):
Parte 1 — Os perigos da amarração amorosa (você está aqui)
Parte 2 — Como funciona e quais as consequências
Parte 3 — Como quebrar a amarração amorosa
Um tema polêmico, vivido em silêncio
Com pesar, observamos em nossos atendimentos terapêuticos uma grande quantidade de pacientes que sofrem de algum tipo de problema — físico, mental, emocional ou espiritual — em decorrência de ter feito ou contratado trabalhos de magia. Muitos chegam sem saber que a raiz do sofrimento está ali: numa decisão tomada anos atrás, num momento de desespero.
Por isso, falar abertamente é urgente. O silêncio em torno do tema só protege quem oferece esses “serviços” — nunca quem contrata.
A história de Maria: 10 trabalhos de amarração amorosa e ainda solteira
Maria amargamente aprendeu que, ao contratar a amarração amorosa, ela também estaria se autoamarrando em todos os aspectos da vida.
Maria é uma jovem de 32 anos, catarinense. Ao longo de 5 anos, ela contratou aproximadamente 10 serviços de amarração amorosa. Ela sempre teve a crença de que “é da natureza de todo homem trair a mulher”. Aos 21 anos, apaixonada por Marcelo — e para garantir que ele não a traísse nem a abandonasse, “por precaução” — contratou o primeiro trabalho. Como a princípio “deu certo”, continuou contratando outros.
A amarração virou uma muleta psicológica: uma forma de alcançar seus objetivos sem enfrentar a própria história. O relacionamento com Marcelo não deu certo — mesmo após 5 trabalhos de amarração para segurá-lo. E o mesmo se repetiu em todos os relacionamentos posteriores, apesar de todo seu esforço.
Essa é a história real de uma paciente nossa. Mudamos o nome para preservar sua identidade, mas essa história acontece todos os dias nos quatro cantos do mundo. Maria, Joana, Ana, Letícia, Giovanna… pessoas que buscam nesses “trabalhos” a força para conquistar um amor, trazer a pessoa amada de volta, fazer com que o outro tenha olhos só para elas — ou até mesmo “abrir os caminhos” para prosperidade.
O que é, afinal, a amarração amorosa?
Antes de qualquer decisão, é preciso entender: amarração amorosa é um termo genérico para um serviço que pode ter cinco objetivos diferentes, cada um com um mecanismo próprio:
1. Capação — a intenção de fazer com que a pessoa desejada não se sinta atraída por mais ninguém, que tenha “apenas olhos” para quem contratou o serviço, ficando, de certa forma, “castrada” para outras pessoas.
2. Arrasta — feito com o objetivo de trazer a pessoa desejada fisicamente para perto de si.
3. Amarração — tem cunho mais emocional e objetiva fazer com que a pessoa desejada se apaixone perdidamente pelo contratante.
4. União — objetiva manter o casal unido; pode ser feito por casais já em relacionamento, ou após os trabalhos de arrasta e amarração.
5. Separação — como o nome diz, objetiva separar pessoas ou por fim a relacionamentos, geralmente com o objetivo de trazer a pessoa desejada para si.
Perceba o ponto essencial: todos esses objetivos — sem exceção — têm algo em comum: interferir na liberdade de escolha de outra pessoa. E é exatamente aí que mora o perigo.
O aspecto moral
Muitas pessoas, principalmente as mulheres, pensam: “Mas eu amo o Fulano, que mal pode haver em fazer um trabalho de amarração amorosa? Só desejo o seu bem.”
A principal questão da amarração amorosa está relacionada com o entendimento ético e moral das pessoas envolvidas – contratante e executor do serviço. Até que ponto é “certo ou errado” fazer este trabalho?
Entre os próprios executores, encarregados de fazer o serviço – independentemente de como se auto definem, sejam como tarólogos, cartomantes, pais ou mães de santo, etc – existe muita controvérsia sobre fazer ou não um trabalho específico.
Alguns acreditam, por exemplo, que fazer um trabalho de “união” para trazer o marido que quer se separar, não está errado, por conta da crença de que o matrimônio é sagrado.
Ao mesmo tempo, outros entendem que os trabalhos de “separação” não devem ser feitos, porque vão separar relacionamentos já constituídos. Enfim, os entendimentos são diversos.
O que a visão espiritual ensina sobre isso: magia e livre-arbítrio
Para entender por que a amarração amorosa é arriscada, precisamos entender o que é magia.
Conforme ensina a literatura espírita — como o livro Magos Negros – Magia e Feitiçaria sob a ótica espírita, de Robson Pinheiro, pela psicografia de Pai João de Aruanda — a magia atua pela manipulação de fluidos e energias espirituais, envolvendo seres encarnados e desencarnados. Quando essa manipulação é feita com a intenção de impor a vontade sobre outra pessoa, ela fere o princípio mais fundamental da criação: o livre-arbítrio.
Vale destacar: nem Deus impõe Sua vontade. Ele não obriga seus filhos a amá-Lo ou adorá-Lo; de fato, podemos inclusive rejeitá-Lo, negá-Lo — e até, se quisermos, seguir forças trevosas. Se o próprio Criador respeita a liberdade de escolha das suas criaturas, quem somos nós para tentar dobrar a vontade de outro ser?
Trabalhos de amarração amorosa ou de magia feitos a terceiros provocam uma influência (em maior ou menor grau) sobre o alvo, impedindo-o de exercer plenamente sua liberdade de escolha. Isso gera consequências tanto para o alvo quanto — o que menos se conta — para quem contrata e para quem executa.
E a dimensão legal?
Muitas pessoas desconhecem que a questão também tem um componente jurídico. Práticas que constrangem ou manipulam a liberdade de escolha de terceiros são questionáveis do ponto de vista legal, e a promessa de “trazer alguém de volta” mediante pagamento, quando não cumprida — ou quando feita por alguém sem capacidade real —, frequentemente escorre para o campo do estelionato (art. 171 do Código Penal) e do constrangimento ilegal (art. 146 do CP). Vale lembrar: são incontáveis os relatos de golpes financeiros envolvendo “trabalhos espirituais” que nunca entregam o prometido.
Tanto do ponto de vista moral, espiritual quanto legal, a amarração amorosa — e qualquer trabalho de magia que influencie a liberdade de escolha de terceiros — é, no mínimo, altamente questionável.
Maria amarga as consequências — e encontra a saída
Voltemos a Maria. Além de não ter conquistado um bom relacionamento amoroso, ainda sofreu revezes financeiros e de saúde mental, situação que ela atribui como resultado de anos de fazendo trabalhos de amarração amorosa. Esta situação a impulsionou a buscar respostas em si. E o que aconteceu quando ela tomou consciência das suas ações?
Ela percebeu que a “solução” era, na verdade, parte do problema. E decidiu mudar de direção: dedicou-se com empenho à sua reforma íntima — por meio dos estudos, do voluntariado, dos tratamentos energéticos e espirituais e das orações de auto-perdão. Tudo isso para reconquistar um pouco de paz interior e retomar as rédeas da própria vida.
Essa é a parte que quase ninguém conta: é possível se libertar da amarração amorosa — inclusive de formas gratuitas. Você não está presa a esse caminho para sempre.
É possível se libertar, inclusive de graça.
Respire. Não há julgamento aqui — e há saída. Os elementos-chave são três: educação, autoconhecimento e protagonismo (o querer mudar).
É com esse espírito que trabalhamos na Cura Essencial: com Libertação Espiritual, um trabalho especializado que identifica e remove vínculos energéticos, processos obsessivos e influências negativas — a porta de saída para quem já se envolveu. Quando necessário, com a Cura Quântica, que atua na limpeza energética, mental e emocional profunda; e com o Coaching de Vida e Espiritualidade, autoconhecimento por reflexões filosóficas — que não é terapia psicológica apoiam a jornada.
Na Parte 2 desta série, vamos detalhar como o trabalho de amarração amorosa funciona na prática e quais são as consequências para cada um dos envolvidos. E na Parte 3, o mais importante: os caminhos, gratuitos e profissionais, para quebrar a amarração amorosa.
Continue sua jornada:
- Parte 2 — Como funciona a amarração amorosa e suas consequências
- Parte 3 — Como quebrar a amarração amorosa
- O que é Ho’oponopono: oração de cura e perdão
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Perguntas Frequentes
1. Amarração amorosa funciona?
Tecnicamente, no plano espiritual e energético, um trabalho de magia pode criar um vínculo e influenciar a pessoa – em menor ou maior grau a depender de muitos fatores que explicamos na Parte 2 desta série. Mas ele não gera amor — gera dependência, apego, rancor, raiva e, com frequência, sofrimento para todos os envolvidos. O que “funciona” é um mecanismo de influência, não uma verdadeira relação.
2. Amarração amorosa é pecado?
Depende da crença, mas sob a ótica espiritual que atravessa as principais tradições, sim: toda prática que interfere no livre-arbítrio de outra pessoa é considerada uma falta grave — e gera consequências morais e espirituais para quem contrata e para quem executa.
3. Fazer amarração amorosa faz mal para quem contrata?
Sim. Quem contrata raramente escapa ileso: além do desgaste emocional e financeiro, cria vínculos energéticos e espirituais que podem afetar principalmente a parte de relacionamentos, além da saúde e a vida como um todo — o fenômeno que chamamos de “autoamarração”, como no caso da Maria. Explicamos em detalhes na Parte 2 desta série.
4. Me arrependi e quero desfazer. É possível?
Sim, é possível — inclusive de forma gratuita. Educação, autoconhecimento, oração e, quando necessário, ajuda profissional de libertação espiritual são os caminhos. Detalhamos tudo isso na Parte 3 desta série.
5. Amarração amorosa é crime?
A prática em si é um tema de consciência e crença, mas a promessa de “trazer seu amor de volta” mediante pagamento — quando não cumprida ou feita de má-fé — pode configurar estelionato (art. 171 do Código Penal). Em caso de golpe, procure orientação jurídica.
6. Qual a diferença entre oração e amarração amorosa?
A oração respeita o livre-arbítrio: você pede, entrega e confia. A amarração impõe, manipula e prende. Uma eleva; a outra amarra — a diferença é exatamente a intenção e o respeito à vontade alheia.

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