Antes de começar a falar sobre como lidar com a morte, eu gostaria de contar pra vocês como foi o meu primeiro contato mais próximo com ela.

Eu havia acabado de sair da adolescência quando minha avó, mãe da minha mãe, morreu. Era a avó mais presente, aquela que unia a família, que mantinha cada um dos 10 filhos por perto, com netos e bisnetos ao redor. Era na casa dela que, todos os anos, as festas de natal, ano novo e qualquer outra comemoração aconteciam.

 

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Ela tinha diabetes. Mas, apesar das taxas sempre estarem alteradas, quase não apresentava sintomas. O corpo, pequenininho e frágil, parecia aguentar bem os altos níveis de glicose, agravados por idas noturnas à geladeira para comer doces quando ninguém estava olhando.

Até o dia em que ela passou mal, precisou ser levada ao hospital e de lá não saiu mais. Depois de quatro dias de internação, minha avó morreu.

Está com dificuldades para lidar com a morte de alguém muito amado? Clique aqui e mande uma mensagem pra gente.

 

Como lidar com a morte de alguém na família

Com o falecimento da minha avó eu pude perceber que cada um tem um jeito próprio de lidar com a morte e com a dor e o sofrimento que, na maioria das vezes – mas não em todas – estão atrelados a ela.  Aprendi também que há como encontrar conforto e força, mesmo que das maneiras mais inesperadas.

Após a morte da minha avó, cada um dos meus tios reagiu de uma maneira diferente. Uma das tias se entregou a dor com toda a força, gritava alto e sem parar, tanto como se acreditasse ser possível acordar a mãe. O tio que ainda morava na casa com ela ficou prostrado como se tivesse perdido todas as forças. Minha tia mais velha não chorava e andava de um lado para o outro em preparativos para receber as pessoas que chegariam para o velório na sala de casa. Não sei dizer para qual deles o sofrimento era maior. Não sei dizer pra vocês se sentimento tem medida.

 

Como lidar com a morte: Esteja atento às necessidades dos outros

Eu estava atenta à dor de todos ao redor, mas era o sofrimento da minha própria mãe que mais doía em mim. Ela, como os outros, não estava preparada para a partida. As lágrimas corriam pelo rosto sem parar e ela perguntava baixinho “por que, minha mãe?”, “o que eu vou fazer sem você agora?”, “você, que sempre me ajudou, me ajuda agora a diminuir essa dor”.

Não. Não é fácil escrever esse texto pra vocês. Mas é necessário. E o que eu aprendi acredito que talvez possa ajudar quem passa pela experiência de perder, ou  de estar prestes a perder, alguém querido.

 

 

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Um gesto de carinho sincero, faz toda a diferença.

 

Como lidar com a morte: um gesto pode acalmar o coração de alguém

Para completar a sensação de desamparo de minha mãe, justamente naquela semana meu pai estava em uma viagem internacional. Sei que se ele tivesse como chegar rapidamente, teria voltado. Sei que deve ter sofrido, à distância, nem tanto pela morte, pois desde sempre a aceitou de maneira mais entregue, dando-a como inevitável, mas pelo sofrimento da esposa, com quem estava casado havia mais de 30 anos. Ele me ligou:

– Minha filha. Nós temos um espaço no cemitério que eu pago todo mês, mas eu preciso que você vá lá e encontre outro lugar pra sua avó. O cemitério é dividido em setores e cada um tem o nome de uma flor. Sua avó era muito apaixonada por rosas. Eu sei que se ela estiver cercada por rosas, a sua mãe vai ficar mais tranquila.

Saber que a minha vó estaria no meio das flores que tanto amava realmente acalmou o coração da minha mãe, assim como o gesto de preocupação genuína demonstrado pelo marido.

Ali eu aprendi sobre como lidar com a morte, sobre a importância de estar atento ao outro, e sobre como o amor se manifesta em todos os momentos.

A dor, a solidão e o medo da morte podem ter causas desconhecidas e profundas. Podemos lhe ajudar a descobrir e a encontrar um caminho. Quer conversar conosco? Clique aqui e envie uma mensagem.

 

Cada experiência é única

Pra falar em como lidar com a morte é preciso ter em mente que cada experiência é única. Fatores tão pessoais e subjetivos interferem no processo que é quase impossível listá-los. Mas, vamos tentar alguns:

  •  crenças pessoais sobre a morte
  •  crenças religiosas
  •  quantidade e qualidade do tempo de convivência
  •  processo que levou até o falecimento
  •  rede de apoio

 

Medo da Morte

Particularmente, não tenho medo de morrer. Costumo dizer que, seja qual for a crença, a morte pode ser encarada como lucro para quem vai.  Se você acredita que pessoas boas vão para o céu, estará indo para um lugar melhor, de infinita paz e amor. Se acredita em reencarnação, estará cumprindo uma importante etapa no processo de evolução.  Se acredita que não há nada após a morte, no mínimo terá a sensação de entrar em um sono profundo e relaxante. Me inquieta, entretanto, pensar no sofrimento das pessoas que ficam aqui, pais, filhos, amigos.

Digo isso para exemplificar que talvez o processo seja mais fácil para mim do que para alguém que acredite em punições após a morte ou em um imenso vazio, por exemplo. Que acredite nos conceitos de uma religião mais punitiva. Que talvez sinta que não tenha vivido nada da vida em plenitude.

Da mesma forma, mortes repentinas e violentas parecem mais difíceis de aceitar do que as que colocam fim a um grande sofrimento, como uma doença degenerativa.

Uma filha que tenha tratado do pai doente com amor e zelo talvez se sinta mais em paz com a morte do que aquela que o tratou com desprezo e agora lida com a culpa.

E, se estamos cercados por amor e apoio, talvez consigamos passar por todo o processo de uma maneira mais suave.

Não é possível mensurar, muito menos julgar, o que cada pessoa sente. Cada caso é um caso. E, por isso, buscarei ajuda para continuar escrevendo esse texto sobre como lidar com a morte.

Se sente culpado, sem esperança, tem muitos pensamentos relacionados a pessoas que morreram?  Podemos ajudar. Se sentir no coração, clique aqui e mande-nos uma mensagem.

 

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Como lidar com a morte: Visão das diferentes religiões

Para os católicos, a morte é um caminhar para a eternidade, e o céu e o inferno representariam o estar mais perto ou mais distante de Deus.

Já a doutrina espírita, afirma que a morte não existe. Viemos do plano espiritual e voltaremos a ele. A reencarnação, ou seja, a volta do espírito em outro corpo físico, nos ajuda a seguir em frente no caminho da evolução.

Os evangélicos acreditam que a morte acontece apenas uma vez. O corpo vira pó e o espírito volta para Deus, a quem pertence. Sendo assim, a morte não significa perder, mas ganhar um lugar no céu onde não há sofrimento.

O judaísmo vê a morte como parte natural do ciclo da vida, dando importância às consequências da vida de quem partiu sobre a vida das pessoas que ficaram. Tanto que voluntários se dedicam aos cuidados com o enterro para que a família não lide com isso.

No budismo, há várias linhas. Algumas acreditam em reencarnação e outras não acreditam em nada tão permanente que possa reencarnar. Vida e morte seriam transitórias.

Os ateus costumam acreditar no que pode ser provado pela ciência; dessa forma, a morte seria simplesmente o fim da vida, de maneira literal. A consciência terminaria ao fim do funcionamento adequado do corpo. Do pó ao pó.

Há ainda inúmeras outras interpretações.

 

somos espirito que habita o corpo
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Somos seres espirituais habitando um corpo físico

O guru Paramahansa Yogananda, que perdeu a mãe quando ainda era uma criança, dedica um capítulo inteiro do livro “Onde existe Luz” à compreensão da morte. Yogananda afirma que somos seres espirituais em um corpo físico e não apenas um corpo com um espírito. Separei dois trechos que podem oferecer conforto a quem tem medo da morte ou enfrenta a dor de perder alguém:

“Na morte, você esquece todas as limitações do corpo físico e compreende o quanto é livre. Nos primeiros segundos, existe uma sensação de medo – medo do desconhecido, de algo estranho à consciência. Em seguida, porém, vem uma grande compreensão: a alma experimenta uma alegre sensação de alívio e liberdade. Você percebe que existe separado do corpo mortal”.

“Todos nós vamos morrer um dia, portanto é inútil ter medo da morte. Você não se sente infeliz com a perspectiva de perder a consciência do corpo no sono; aceita o sono como um desejável estado de liberdade. Assim é a morte: um estado de repouso, uma aposentadoria dessa vida. Não há o que temer. Quando a morte chegar, ria dela. A morte é apenas uma experiência a que você está destinado para aprender uma grande lição: você não pode morrer.”

 

A morte não é nada

Gosto de um texto que muitos atribuem a Santo Agostinho, e outros ao inglês Henry Scott Holland, que fala sobre a continuidade, mesmo após a morte. Em um dos trechos, o autor afirma: “(…) A vida significa tudo o que ela sempre significou, o fio não foi cortado. Porque eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas? Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do Caminho… Você que aí ficou, siga em frente, a vida continua, linda e bela como sempre foi”.

monja Coen, ao responder se é possível ser feliz após a morte de alguém querido, respondeu que “A felicidade está em nós. Uma capacidade de contentamento mesmo nas maiores dificuldades, dores, perdas. Reconhecemos o processo vida-morte em ação. É o nosso processo. E todos vamos morrer, assim como todos nossos ancestrais morreram. Faz parte da natureza humana. Não apagamos a memória. Não substituímos a pessoa por outra, mas continuamos nossa jornada, levando em nosso ser a marca da dor, mas não o peso, o trauma, a incapacidade de viver. Somos a vida e a morte. Intersomos”.

Está se sentindo triste, angustiado e sem forças? Precisa de ajuda para lidar com a morte ou com sentimentos ligados a ela? Clique aqui e converse conosco. Saiba como podemos lhe ajudar.

 

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Como lidar com a morte quando sabemos que ela se aproxima?

A única certeza que temos na vida é a morte. Todos nós vivemos sabendo que iremos morrer um dia. Talvez o conhecimento sobre a finitude da vida como a conhecemos a torne ainda mais bonita. A cada dia, um dia a menos, nunca um dia a mais – e, por isso, um dia que merece ser vivido em sua plenitude.

Não sabemos quando iremos morrer. Mas algumas pessoas sabem que esse dia se aproxima, como os doentes em estágio terminal. No livro Histórias lindas de morrer, a médica especialista em cuidados paliativos, Ana Cláudia Quintana Arantes, conta histórias de pacientes que passaram a ser acompanhados por ela assim que souberam que lhes restava pouco tempo de vida. Ela diz que “quando se está próximo da morte, a percepção do que realmente importa viver se intensifica de maneira profunda; tudo que não faz sentido para uma vida plena perde espaço, por mais que tenha sido valorizado no passado. As convenções sociais, os papéis impostos, o medo de encontrar olhos que digam a respeito de sentimentos verdadeiros, tudo isso desaparece”.

É da doutora Ana Cláudia também uma das histórias que mais me emocionam sobre morte. Uma das pacientes tinha muito medo de morrer, fato que estava muito perto de acontecer. Na cultura dela, pessoas não podiam morrer de cabelo trançado: “E aí, como faz? Se você deixar o cabelo dela solto o tempo todo, você estará dizendo a ela que ela está pronta pra morrer. Mas ela foi vendo ao longo do tempo de fim da vida dela as oportunidades de despedida, as emoções, a coisas boas que aconteciam, as realizações, as demonstrações de afeto, os pedidos de perdão. Nos últimos dias, ela pediu pra me chamar, segurou a minha mão e falou bem baixinho no meu ouvido: “Destrança o meu cabelo?”.

 

É possível ser amoroso e grato ao lidar com a morte?

De todas as ideias de morte, acredito que a mais difícil de assimilar seja a morte de um filho. É ainda mais inesperada. É como se a ordem natural da vida fosse invertida. Filhos costumam chorar a morte dos pais. Os pais não deveriam chorar a morte de um filho. Lembro- me de ter lido que não há nome para quem perde um filho. Quem perde um marido se torna viúva. Quem não tem pai torna-se órfão. Quem perde um filho… torna-se o quê?

Há no Convento da Penha, em Vila Velha, no Espírito Santo, uma sala dos milagres. É onde as pessoas deixam fotos e outros objetos para pedir ou agradecer graças alcançadas. Uma das fotos do mural me emocionava imensamente. Era o retrato de um jovem, loiro, de olhos claros e sorriso no rosto. Embaixo da foto, o texto trazia um agradecimento sincero: por todos os dias em que a família havia tido a oportunidade e alegria de conviver com o rapaz – até o dia da morte. Pra mim, é a maior prova de amor, fé, gratidão e compreensão da vida.

Talvez esteja na compreensão da vida, a verdadeira compreensão da morte.

 

Dicas de como lidar com a morte

  • Se você perdeu alguém, envie pensamentos de amor aos que se foram e aos que ficaram.
  • Esteja atento ao outro. Um abraço, um bilhete ou um gesto de carinho podem ajudar e fazem toda a diferença.
  • Em todas as religiões/filosofias é possível encontrar palavras de conforto, busque orientação.
  • Saiba que a tristeza é normal e é preciso respeitar e viver a fase do luto.
  • Se a dor for grande demais, cogite buscar ajuda médica especializada.
  • Cerque-se de amor.

Além das dicas acima, você pode se beneficiar:

  • Exercícios bioenergéticos: combatem pensamentos e emoções negativas. Leia este post com orientações passo a passo.
  • Meditação: potente ferramenta para te ajudar a dormir e te trazer paz e calma. Saiba mais.
  • Afirmações de cura: podem ser feitas a qualquer momento, existem muitas, deixamos esta aqui para você: “Estou imerso na luz eterna. Ela permeia cada partícula do meu ser. O Espírito Divino (ou Fonte Criadora ou Deus) me preenche por dentro e por fora”.
  • Tratamento Espiritual: Independente de sua crença, você pode ir ao centro espírita ou de umbanda, pois são organizações filantrópicas que fazem um importante trabalho social e gratuito. Dê preferência aos que oferecem passe e/ou cura espiritual. Se preferir, você também pode fazer estes tratamentos à distância, nos locais que oferecem esta comodidade, como na Casa do Consolador.

 

imagem sobre os valores da cura essencial
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Não consigo superar a perda de um ente querido. Como a Cura Essencial pode me ajudar?

Nós, da Cura Essencial, acreditamos na enorme capacidade que todas as pessoas possuem de superar e aprender com todas as dificuldades que vida apresenta, inclusive, a superar a perda de um ente querido e retomar o senso de propósito e alegria de viver.

Por meio da acupuntura é possível tratar os problemas físicos, como a alteração alimentar, cumpulsões, indisposição, insônia, tristeza, entre outros sintomas; ao mesmo tempo, em que se busca o reequilíbrio integral, ou seja, corpo – mente – emoções.

A  terapia floral, é um excelente recurso para amenizar todos os sintomas emocionais relacionados com a perda: solidão, tristeza, medo, baixa energia, desmotivação, choro excessivo, rigidez, entre outros. Fazemos o diagnóstico e indicamos o floral mais adequado para a amenizar estes sintomas.

Já a terapia com a Cura Quântica atua na remoção de bloqueios energéticos e no corte de laços energéticos que contribuem por agravar os sintomas físicos e emocionais, como a depressão, estress, medo, tendência ao suicídio, perda de propósito ou prazer pela vida, entre outros.

Todos estes tratamentos são feitos sempre de maneira complementar às orientações médicas e não possuem contra-indicações.Outra vantagem adicional, é que tanto a Terapia Floral, como a Cura Quântica, podem ser feitas à distância, via câmera do celular, no conforto e segurança do seu lar.

Esperamos que este texto tenha ajudado você na busca sobre como lidar com a morte de uma forma mais leve e amorosa.

Gratidão por ler este artigo até o final e deixe os seus comentários ou dúvidas abaixo, e ajude-nos a levar esta mensagem para que outras pessoas como você também possam se beneficiar. 

🙏🏼

Fontes:

  1. Correio Braziliense;
  2. Guru Paramahansa Yogananda (SRF);
  3. Site da monja Coen Roshi;
  4. Histórias Lindas de Morrer, de Ana Claudia Quintana Arantes

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