“A sua cura é a sua doença”. Quase cai para trás quando esta frase caiu em cheio em minha mente.

Minha primeira reação instintiva foi de lutar e resistir quanto a este conhecimento que se aportava em minha consciência. Minha mente me dizia: “Mas como assim? Não, isso tá errado, isso está contra tudo aquilo que eu estudei e no qual eu acredito!”

Gradualmente, a compreensão desta frase – a sua cura é a sua doença – que a princípio parece tão contraditória, ia lentamente adquirindo sentindo, e aos poucos, eu compreendi e decidi compartilhar com você, caro leitor.

Antes de começarmos a falar sobre este grande aprendizado que obtive, é importante compreender o propósito da dor e da doença em nossas vidas.

 

sua cura é a sua doença

 

Qual é o papel da dor ou da doença?

O nosso corpo é realmente um organismo vivo perfeito. Toda manifestação da dor, serve para sinalizar à nossa consciência, de que algo não está bem, e que está demandando a nossa atenção.

Pensa comigo. Quando você sente uma dor de barriga após a refeição. Você pode até tomar um remédio, mas com certeza refletirá sobre o que aconteceu, se a comida estava contaminada ou se foi algo em específico que não “caiu bem”, se durante a refeição você teve algum problema emocional (por ex. uma discussão) ou até mesmo a quantidade de comida ingerida.

O nosso corpo sempre nos sinaliza quando algo está em desequilíbrio; às vezes, o que é necessário, é desenvolver esta sensibilidade.

A dor promove um estado de reflexão, é uma sensação exagerada com o intuito de despertar a consciência para as nossas inadequações, e não representa uma punição ou castigo divino, como muitos acreditam.

Quando não olhamos para as nossas inadequações, sejam elas físicas, emocionais, mentais ou espirituais, este desequilíbrio irá aos poucos adquirindo proporções maiores, e que ao longo do tempo, podem se manifestar como uma doença. No exemplo acima, aquele mal estar na barriga, pode evoluir para uma gastrite crônica, que ao longo de anos, poderá desenvolver um câncer no estômago.

Para as pessoas que trilham este caminho, muitos chegam a este ponto com doenças crônicas ou auto-imunes, situação que talvez pudesse ter sido evitada se houvesse respondido a este chamado interior anos antes.

A dor nos força a olhar para nós mesmos, nos encorajando a uma reformulação interior, e quanto mais resistirmos a este impulso evolutivo, maior pode ser a dor e o sofrimento.

O que nos leva a próxima questão:

 

O sofrimento independe da dor, mas em geral, ambos estão inter-conectados. 

 

Qual a diferença entre dor e sofrimento?

A dor indica que alguma estimulação nociva ao organismo está ocorrendo, seja ela proveniente do ambiente externo ou do próprio organismo. De acordo com o professor Gildo Angelotti, psicólogo e autor do livro Dor e Saúde Mental, a função da dor é proteger a integridade física do indivíduo.

Já o sofrimento, é definido como “estado de aflição severa, associado a acontecimentos que ameaçam a integridade de uma pessoa”. Sofrimento exige consciência de si, envolve as emoções, tem efeitos nos relacionamentos, e produz um impacto no corpo.

O sofrimento é algo que independe da dor, mas em geral, os dois estão conectados. Vamos dar um exemplo. A pessoa com gastrite crônica, é diagnosticada com câncer no estômago. A dor existe e se manifesta em muitos graus. No entanto o sofrimento é: a pessoa fica assustada com medo da morte, com medo de sentir mais dor, com medo de perder o emprego, fica extremamente preocupado com a família e as finanças, e assim por diante.

 

Giselle Garau Batista

Giselle queria ser mãe e lutou por quatro anos, mas a infertilidade não permitiu.

 

Minha história e como surgiu “sua cura é a sua doença”.

Vou contar para vocês a minha história. Foram quatro anos de dedicação intensiva e crescente, tudo em prol de um sonho, que era de ser mãe biológica. No entanto, já não era tão jovem, além de sofrer de endometriose e como consequência, de infertilidade.

Um dia, estava em meditação, meio que “brigando com Deus”, por que eu estava me esforçando tanto e por tantos anos, e não conseguia engravidar (fiz mil peripécias que só quem passa por esta situação, compreenderá). Neste dia, ao fim da meditação/oração, veio este pensamento na minha cabeça, “sua cura é a sua doença”. Primeiramente foi um grande choque, fiquei bem revoltada, mas aos poucos, depois que passou o calor do momento, é quetive que me esforçar para tentar entender o que isso poderia significar.

Hoje tenho consciência de que minha cura é a minha doença, porque a doença me impulsionou a me tornar uma pessoa melhor. Mas isso não quer dizer que foi ou que é fácil.

Tenho muitas reflexões deste período de transformação, as quais compartilho com você.

  • É muito difícil não adotar a postura de vítima e se revoltar contra Deus e contra o mundo, frente as “injustiças da vida”.
  • Aprender a aceitar as nossas limitações com muito auto-amor.
  • Ter sabedoria para distinguir quando devemos persistir ou desistir de nosso objetivo.
  • Saber lidar num primeiro instante, com o vazio e a frustração e buscar novas objetivos e interesses.

 

A resposta para todas as perguntas

A resposta para todas as estas perguntas é individual, e para mim, a resposta está em Deus e em todos os grandes mestres de todas épocas e religiões, que foram e são enviados a este mundo para nos inspirar com o seu exemplo, com a sua história de vida, com suas lutas, fracassos e vitórias, ao caminho que nos conduz a salvação.

Aliás, o que é salvação? Esta é outra pergunta de cunho muito pessoal, e para mim salvação, significa me salvar de mim mesma, até atingir um estado de absoluta e permanente paz interior.

Salvação para mim, significa conseguir me desprender de todas as amarras, das crenças limitantes, do egoísmo, para que a minha luz interior possa desabrochar. E como um farol, ajudar outras pessoas a também trilharem o seu próprio caminho, para que também possam desabrochar a sua luz interior.

 

 

O famigerado “momento certo”

Hoje compreendo que se não fosse pela doença, eu teria adiado decisões por tempo indefinido, a fim de esperar o “momento certo”.

E eu me pergunto: quando é o momento certo, o momento perfeito? Somos movidos em nossa grande maioria pelo medo, que sufoca e desacredita de todas as nossas intenções de mudança.

Este é mais um motivo pelo qual a doença ou o infortúnio repentino, entra como uma benção, para te forçar a fazer a mudança a tanto tempo protelada.

No meu caso, tive que sofrer um acidente tão simples, mas que quase me matou, para imprimir em todas as células do meu corpo, que o tempo é escasso, e que tudo o que temos é o dia de hoje, o exato instante presente.

 

Sua Cura é a Sua Doença || Aprendizados

Aprendi que a vida é um presente divino que nos foi concedido, e que da mesma forma, nos será tomado; momento este, que não conhecemos.

Certa vez, Yogananda, um guru indiano explicou “que os minutos são mais importantes que os anos”, porque são nos minutos de cada dia que empregamos, mesmo que de forma inconsciente, a nossa intenção, pensamento e ação – e serão eles que preencherão os anos da nossa vida.

 

Os minutos são mais importantes que os anos, ensina Yogananda. Pois os minutos de cada dia, é que preencherão os anos de nossas vidas.

 

Isso me ensinou a:

  1. Viver e celebrar o momento presente. Não deixar para amanhã ou para a ocasião perfeita para dizer: “eu te amo”, “me perdoe” e “obrigada”.
  2. A saúde integral (física, mental, emocional e espiritual) é um patrimônio que devemos cuidar com muito carinho.
  3. Aceitar as minhas sombras e limitações, com amor. Somos seres integrais, feitos de luz e sombras, e está tudo bem!
  4. Refletir se estou empregando o meu tempo, minha energia e o que há de melhor em mim para algo que realmente valha a pena;
  5. Agradecer pelo dia de hoje, e por tudo que vem ao meu encontro, sejam as coisas boas ou ruins, na confiança de que todas as experiências pelas quais vivenciamos não são desperdiçadas, pois tudo fica como que gravado em nossa alma, tal como patrimônio que se constrói, e que é imperecível e eterno.
  6. Ponderar se estou caminhando rumo aos meus objetivos maiores, e fazer as correções necessárias

 

Sua Cura é a Sua Doença || Mas afinal, de que cura estamos falando?

De acordo com a maioria das tradições religiosas e filosóficas, o corpo é um instrumento pelo qual o espírito ou alma se manifesta neste plano de terceira dimensão.

Então o objetivo maior da dor ou doença é promover a cura da alma, e não necessariamente do corpo, pois em algum momento, o corpo irá sucumbir, mas o aprendizado decorrente desta experiência, fica registrado como um patrimônio eterno em nossa alma.

Por fim, a sua cura é a sua doença, porque te impulsiona a fazer os aprendizados necessários.

No meu caso, me impulsionou a me tornar uma pessoa melhor, pois fez com que eu mobilizasse recursos interiores, como a força de vontade, a dedicação, a fé, persistência, resiliência, aceitação, gratidão e me tornou a pessoa que sou hoje.

 

a sua cura é a sua doença

“A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional”, disse Carlos Drumond de Andrade.

 

Um convite para você: Mude o seu olhar sobre a sua doença e o sofrimento

Compreenda que a dor pode ser inevitável, mas o sofrimento é opcional, e com isso em mente:

1.      Amplie o seu olhar sobre a sua situação

Afaste-se da situação e analise-a friamente e separe o que é real e o que é imaginário. Muito do sofrimento advêm da nossa imaginação e não de fatos reais.

 

2.      Identifique as prioridades e atue sobre elas

Eleja três prioridades e atue sobre eles. As vezes precisamos fatiar os problemas para conseguirmos atuar sobre ele, e isso por si só, pode ajudar a aliviar o sofrimento, porque te dá senso de propósito e torna o problema mais fácil de ser resolvido. Peça ajuda aos familiares.

 

3.      Atue sobre as emoções que te provocam o sofrimento

Reconheça quais são as suas emoções dominantes, tente ser específico, escreva no papel. Em geral, estão relacionadas com o medo, depressão, raiva, apego ou ansiedade, não lute ou negue estas emoções, apenas tome consciência delas.

  • Faça atividades que te tragam prazer ou que promovam a paz interior.
  • Não seja escravo dos seus hábitos. Aprenda a criar hábitos poderosos que te ajudem no que precisa.
  • Exercícios bioenergéticos, utilizam a energia da natureza e são fáceis de fazer. Aprenda mais.
  • A meditação, ajuda muito a gerenciar as emoções. O app “medite-se” é grátis e possui meditações guiadas.
  • O tratamento espiritual oferecido por diversas instituições religiosas/ filosóficas, trabalham muito a questão emocional e do sofrimento, procure um local próximo a sua casa, ou então procure aqueles que ofereçam tratamento a distância.
  • Se estiver muito difícil, procure ajuda profissional

 

Escolha ver os aspectos positivos que a doença lhe trouxe e ressignifique a experiência.

 

4.      Perceba os aspectos positivos que esta situação te trouxe

É muito difícil num primeiro momento, enxergar coisas boas advindas do dor e do sofrimento. Mas isso é uma questão de escolha, você tem que “querer ver” o lado bom disso tudo, é como um exercício que você faz obrigado porque você sabe que é bom para a saúde, mesmo que você não queira fazer.

Isto é um hábito que precisamos desenvolver e isso expandirá sua consciência de tal forma, que só com o tempo é que você vai perceber seus benefícios.

 

5.      Agradeça pela sua doença

Você consegue fazer isso? Este é o último estágio, em que você ressignifica toda a experiência e quando você atinge a cura da alma, mesmo que isso signifique que a cura física não é possível de alcançar.

Quando você chega nesta etapa, você atinge o estado de paz interior e consegue dizer “a minha cura foi a minha doença” com gratidão.

 

Você consegue ser grato pela sua doença? Esse é o último estágio para transcendê-la.

 

Eu não consegui me tornar mãe biológica, mas agradeço a Deus por toda a jornada percorrida. Ainda estou aprendendo a olhar para a minha história com amor e gratidão. Creio que talvez isso seja um exercício constante e que ainda farei por muito anos no porvir.

Estou em paz e vejo o futuro de forma positiva e confiante, não por que acredito que nada de mal vai me acontecer, mas acima de tudo, por que descobri a minha força interior.

Para finalizar, compartilho com vocês esta linda oração do Yogananda, que me ajudou muito ao longo de toda essa jornada:

“Pai Celestial, quaisquer que sejam as condições que eu tenha que enfrentar, sei que elas representam o próximo degrau na minha evolução. Aceitarei de bom grado todos os desafios, porque sei que dentro de mim, estão a inteligência para compreender, o amor para aceitar, e o poder para superar”.

 

 

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